A Maridt é apontada como elo entre a família de Toffoli e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, investigado por suspeitas de fraude financeira. Os parlamentares haviam autorizado a quebra de sigilo referente ao período de janeiro de 2022 a fevereiro de 2026. Tribuna do Sertão
Antes dessa decisão, o ministro André Mendonça já havia tornado facultativo o comparecimento dos irmãos de Toffoli à CPI. CNN Brasil
Gilmar justificou a decisão dizendo que a CPI extrapolou o objeto da investigação, alegando que as quebras foram aprovadas "sem indicar a pertinência entre a medida e o objeto da investigação". Ele ainda determinou que os órgãos envolvidos não enviem nenhum dado da empresa ao colegiado.
A lei do impeachment (dezembro de 2025)
O que você mencionou sobre o impeachment também procede. Em 3 de dezembro de 2025, Gilmar Mendes decidiu que apenas o chefe da Procuradoria-Geral da República (PGR) está apto a denunciar ministros da Corte ao Senado por crimes de responsabilidade — suspendendo o trecho da Lei do Impeachment que dava a "todo cidadão" essa prerrogativa. Agência Brasil
Gilmar também elevou o quórum necessário para admissão da denúncia de maioria simples para dois terços dos senadores (54 votos, em vez de 41), tornando mais difícil afastar um ministro do STF do que o próprio presidente da República. Gazeta do Povo
Após forte reação política, Gilmar recuou parcialmente em 10 de dezembro, suspendendo o trecho da liminar que restringia ao PGR o poder de pedir impeachment, após pedido do Senado Federal — mas manteve os demais pontos, como o quórum de dois terços e a proibição de responsabilizar ministros pelo mérito de suas decisões. CNN Brasil
Em síntese: as duas situações são reais e ocorreram em sequência. Primeiro, em dezembro de 2025, Gilmar atuou para dificultar drasticamente o controle político sobre ministros do STF via impeachment popular. Depois, em fevereiro de 2026, interviu diretamente para proteger um colega ministro — Toffoli — de investigação parlamentar. Ambas as decisões foram monocráticas (de um único ministro), o que intensificou as críticas sobre concentração de poder e corporativismo dentro da Corte.


