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O CRIME ORGANIZADO

Gilmar Mendes anula sigilo da empresa de Toffoli e histórico da lei do impeachment

O caso Maridt / CPI do Crime Organizado (fevereiro de 2026) Na última sexta-feira (27/2), o ministro Gilmar Mendes suspendeu a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático da Maridt Participações, empresa da família do ministro Dias Toffoli. A medida havia sido aprovada pela CPI do Crime Organizado do Senado na quarta-feira anterior (25/2). Metrópoles

Redação
28 de fevereiro de 2026 às 15:41
Internacional
Gilmar Mendes anula sigilo da empresa de Toffoli e histórico da lei do impeachment

A Maridt é apontada como elo entre a família de Toffoli e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, investigado por suspeitas de fraude financeira. Os parlamentares haviam autorizado a quebra de sigilo referente ao período de janeiro de 2022 a fevereiro de 2026. Tribuna do Sertão

Antes dessa decisão, o ministro André Mendonça já havia tornado facultativo o comparecimento dos irmãos de Toffoli à CPI. CNN Brasil

Gilmar justificou a decisão dizendo que a CPI extrapolou o objeto da investigação, alegando que as quebras foram aprovadas "sem indicar a pertinência entre a medida e o objeto da investigação". Ele ainda determinou que os órgãos envolvidos não enviem nenhum dado da empresa ao colegiado.


A lei do impeachment (dezembro de 2025)

O que você mencionou sobre o impeachment também procede. Em 3 de dezembro de 2025, Gilmar Mendes decidiu que apenas o chefe da Procuradoria-Geral da República (PGR) está apto a denunciar ministros da Corte ao Senado por crimes de responsabilidade — suspendendo o trecho da Lei do Impeachment que dava a "todo cidadão" essa prerrogativa. Agência Brasil

Gilmar também elevou o quórum necessário para admissão da denúncia de maioria simples para dois terços dos senadores (54 votos, em vez de 41), tornando mais difícil afastar um ministro do STF do que o próprio presidente da República. Gazeta do Povo

Após forte reação política, Gilmar recuou parcialmente em 10 de dezembro, suspendendo o trecho da liminar que restringia ao PGR o poder de pedir impeachment, após pedido do Senado Federal — mas manteve os demais pontos, como o quórum de dois terços e a proibição de responsabilizar ministros pelo mérito de suas decisões. CNN Brasil


Em síntese: as duas situações são reais e ocorreram em sequência. Primeiro, em dezembro de 2025, Gilmar atuou para dificultar drasticamente o controle político sobre ministros do STF via impeachment popular. Depois, em fevereiro de 2026, interviu diretamente para proteger um colega ministro — Toffoli — de investigação parlamentar. Ambas as decisões foram monocráticas (de um único ministro), o que intensificou as críticas sobre concentração de poder e corporativismo dentro da Corte.

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